Evento da ABF traduz os aprendizados da NRF 2026 para a realidade do franchising brasileiro.
O Pós-NRF da ABF também aprofundou os debates sobre a uma nova fase do varejo mundial, com mais tecnologia, experiência e liderança para sustentar o crescimento das redes em um ambiente cada vez mais competitivo. Para Leão, o congresso marcou o fim do varejo experimental e início do uma era de execução responsável. “Tivemos um choque de realidade nessa edição. A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser vantagem competitiva e passou a ser condição mínima de operação, o que eleva a importância da liderança na definição de prioridades. É o fim do laboratório permanente”, afirmou.
Ou seja, com a tecnologia cada vez mais acessível, o diferencial passa a ser a capacidade de decidir bem: escolher onde investir, o que não fazer, estruturar governança e acompanhar resultados por meio de KPIs claros. Juarez reforçou, ainda, que “implantar menos soluções, mas com impacto real na operação, é mais eficaz do que adotar muitas ferramentas sem direção”.
Varejo como terceiro lugar
Além das estratégias alinhadas com tecnologias, o varejo se reinventa no modelo físico para se tornar o “terceiro lugar” na vida das pessoas, com espaços frequentados por desejo, não por obrigação.
“Os novos espaços integram experiência, curadoria, serviços e tecnologia aplicada, ampliando o tempo de permanência do cliente e reforçando o papel das lojas como plataformas vivas de marca, relacionamento e geração de valor”, afirmou. Como exemplos de ressignificação de marcas, Takano destacou as marcas: Plantan, apresentada como uma embaixada francesa de marcas e franquias; Lululemon, que ilustra um modelo de alta performance baseado em experiência, conforto e conexão emocional; e a Nike House of Innovation, que reforça o direct to consumer como estratégia central para rentabilidade, controle da operação e uso estratégico de dados.
Cultura que fomenta qualidade
Por fim, Claudia apresentou os insights gerais das Visitas Técnicas (VTs) e como as transformações do setor exigem foco, maturidade e preparo das redes de franquias operarem.
A partir das análises da WGSN, empresa global de previsão de tendências, ela apresentou seis grandes insights que ajudam a traduzir esse momento: o novo contexto do varejo, a IA como infraestrutura invisível, a prova valendo mais do que a promessa, o human premium, a volatilidade como vantagem criativa e o papel central da liderança.
“Para o franchising, o caminho passa por atuar com plataforma de experiência, investir em pessoas e cultura e equilibrar consistência de marca com autonomia local. O varejo mudou, e as franquias precisam acompanhar essa transformação com método e intenção”, concluiu Claudia.
Fotos: ABF/Divulgação