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O futuro é agora e o que o franchising precisa fazer?

O franchising
– ATUALIZADO EM outubro 23, 2025

Ricardo Amorim abre painéis na ABF CON 2025 com análises das tendências globais e o contato humano como diferencial competitivo no Brasil. 

O segundo dia da ABF CON 2025 começou com a megapalestra do economista Ricardo Amorim, que trouxe uma análise provocativa sobre o cenário econômico mundial e seus reflexos nas franquias brasileiras. Com o tema “Tendências globais, impactos locais: o que o franchising precisa fazer agora?”, Amorim destacou como as mudanças econômicas e geopolíticas estão exigindo uma nova postura do setor diante de um momento de imprevisibilidade. 

Para o palestrante, “no Brasil, as previsões econômicas certeiras sempre foram impossíveis e o mundo está ficando assim também. A vantagem disso? Adaptabilidade”, disse. 

Apesar da baixa capacidade de planejamento a longo prazo, que contrasta com o comportamento das economias mais desenvolvidas, há um fator que colabora com o desenvolvimento mundial e fez a qualidade de tarefas aumentar em 1,4x: a Inteligência Artificial (IA) somada ao humano. 

Em relação ao franchising brasileiro, Amorim destacou que as mudanças de comportamento do consumidor já são perceptíveis e refletem as transformações demográficas (taxa de natalidade mais baixa) e tecnológicas na alimentação (taxa de crescimento populacional). “Esses fatores estão modificando padrões de consumo e abrindo espaço para novos modelos de negócio no setor. É neste cenário que estão as oportunidades”, afirmou. 

Ainda assim, o economista ressaltou que, mesmo em um momento de mais automatização, o contato humano continua sendo um diferencial essencial. “Hoje, o atendimento e as experiências positivas são esperados e, por isso, muitas vezes não são valorizados. O erro, sim, é notado. Precisamos educar nossos consumidores a reconhecerem e valorizarem boas experiências, ou seja: se surpreenderem com elas. Esse é o verdadeiro diferencial humano”, completou Amorim. 

Ao falar sobre o impacto da inteligência artificial, Amorim reforçou que a tecnologia deve ser vista como uma aliada para aumentar a eficiência e personalização dos negócios, mas nunca como substituta das relações humanas. Segundo ele, a IA é capaz de otimizar processos, antecipar demandas e melhorar a experiência do cliente. 

No entanto, “é o toque humano que transforma o atendimento em algo memorável e cria vínculos duradouros com o consumidor”, disse o economista. Para o franchising, isso significa investir não apenas em tecnologia, mas também em capacitação de equipes e no desenvolvimento de experiências autênticas em cada ponto de contato com o público. 

Foto: Keiny Andrade 

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