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As verdades do franchising e a força da sua união

As verdades do franchising
– ATUALIZADO EM junho 24, 2025

Painel abordou as verdades do franchising, envolvendo temas como alinhamento de interesses, ética e governança.

Encerrando a primeira etapa do ABF Franchising Summit Brasil 2025, Altino Cristofoletti Junior (Casa do Construtor), membro do Conselho ABF, Jae Ho Lee (Grupo Morana), diretor administrativo-financeiro da entidade, e Melitha Novoa Prado(Novoa Prado Maciel Pinheiro Advogados), moderadora, falaram sobre as “Verdades do Franchising: o que gera valor e sustenta um Setor Forte”.

“O que é verdade hoje?”, questionou Melitha. Segundo a advogada, a ideia atual em torno dessa questão envolve muito mais opinião e manipulação. “Nessa época de relativismo que vivemos, cada um tem sua verdade e tudo passa a ser questionado, gerando impactos na rede de franquia. Especialmente num modelo de negócio que depende de padronização, de alinhamento de interesses (…).  Tudo passa pela união”, afirmou. Ainda segundo ela, o que fortalece o sistema de franquias são todos os seus atores.

O setor tem verdades irrefutáveis, disse Melitha, entre elas: menor risco do que negócios independentes, atores interdependentes [franqueador e franqueado], impacto social e trouxe mais crescimento coletivo no Brasil. “Humanidade, ética, idoneidade e competência são elementos indispensáveis para o fortalecimento do franchising”, completou.

A impermanência foi uma das verdade que Altino Cristofoletti Junior (Casa do Construtor) disse ter aprendido na vida e que se aplica ao mundo dos negócios. Segundo o membro do Conselho da ABF, a impermanência gera uma outra verdade: a dependência que no franchising, se bem trabalhada no papel do franqueador e do franqueado, gera a interdependência. “Se não tivermos um modelo de negócio muito bem estruturado, com proposta de valor e acima de tudo, com a cultura que está por trás”, a rede não será bem-sucedida, disse.

Jae Ho Lee observou que diante do imediatismo que vivemos, o fato não é “o quê”, é “como” fazemos as coisas. “É preciso investir em pessoas (…). Para se construir um bom time leva-se cinco a dez anos”, afirmou.

Para o executivo, o que fortalece o setor é “focar na qualidade sempre. Ame o processo. Se fizer bem feito, com alicerces fortes, a expansão é um processo natural, crescendo com qualidade e sustentabilidade”, completou.

Já Cristofoletti acredita que a perenidade numa rede de franquias está alicerçada em um fator: “A  governança é o caminho adequado para construir essa perenidade”. O executivo lembrou que desde 2010 a Casa do Construtor tem um Conselho de Administração consultivo e sugeriu às redes que ainda não têm, que implantem o colegiado e tragam conselheiros de outras indústrias.

Foto: Keiny Andrade

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