Encontro da Comissão de Educação apresenta novos desafios, perspectivas e o Diagnóstico Setorial de Educação, realizada pela Praxis Business.
Mudanças no comportamento de alunos e famílias, o avanço das novas tecnologias no ambiente escolar e a busca por uma gestão mais estruturada vêm transformando as escolas. É nesse contexto que o Encontro da Comissão de Educação da Associação Brasileira de Franchising (ABF) reuniu representantes do franchising para apresentar a nova Pesquisa Setorial de Redes de Educação, realizada pela primeira vez pela Praxis Business.
“As redes precisam acompanhar esse movimento com capacidade de adaptação, mas também com gestão, estratégia e uma visão clara de onde estão as oportunidades de crescimento. A pesquisa nos permite justamente olhar para essas transformações de forma estruturada e entender como elas estão impactando o franchising”, afirma Bruno Gagliardi, Coordenador da Comissão de Educação da ABF (Centro Britânico/ Brasil Canadá/Happy).
Na visão de Rose Rodrigues (Ways Bilingual School), essas mudanças também estão presentes no dia a dia das instituições e afetam toda a comunidade escolar: “a relação dos alunos, as expectativas das famílias e o papel dos professores mudaram com as novas tecnologias. Tudo isso chega para dentro da escola e exige novas respostas, ferramentas e pensamentos”.
Segmento maduro e consolidado, apesar das mudanças constantes
A nova Pesquisa Setorial de Redes de Educação, realizada pela primeira vez pela Praxis Business, em parceria com a ABF, ouviu 27 redes. Entre os principais desafios para 2026: 80,8% das redes apontaram a expansão como prioridade, enquanto 61,5% destacaram a geração de crescimento no faturamento das unidades.
Apesar da preocupação com expansão, as redes atuam com maior foco na performance das operações existentes, com projeções voltadas para o crescimento no número de unidades e faturamento ainda neste ano. Neste processo de expansão, as redes sociais foram citadas por 100% das redes como canal de atração, seguidas por canais próprios, origem orgânica, multifranqueados e indicações de franqueados.
A pesquisa também revelou mudanças na jornada dos alunos. O tempo médio de permanência nos cursos caiu de cerca de 23 para 19,5 meses, enquanto a taxa de evasão também recuou, especialmente no último ano. “O movimento pode indicar uma preferência por cursos mais curtos e uma troca mais rápida de formações, o que pode ser uma nova tendência”’, afirmou Carla Chimeri (Praxis Business).
Em relação à importância da união entre as redes diante dos desafios do mercado, José Carlos (CNA) comentou que “momentos de incerteza não devem levar o setor a uma postura defensiva, mas reforçar o papel do franqueador no suporte e na mobilização de suas redes.

Fotos: ABF/Divulgação