Especialistas apontam que eficiência operacional, tecnologia e sustentabilidade caminham juntas na construção de negócios mais resilientes
A sustentabilidade deixou de ser uma iniciativa complementar para se tornar parte da estratégia de crescimento das redes de franquias. Esse foi um dos principais temas debatidos no painel “Práticas que Geram Lucro e Impacto”, realizado durante a ABF Franchising Week, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Ao abrir a discussão, Eleine Bélaváry (Connexion Negócios Sustentáveis), relembrou que a ABF acompanha o tema desde 2005 e observaum avanço consistente das iniciativas no setor. Para a executiva, em apenas três anos, o Prêmio Destaque de Sustentabilidade da entidade recebeu mais de 120 cases de redes que incorporaram práticas de ESG em suas operações. “Hoje, essa sigla significa eficiência operacional, retenção de talentos, mitigação de riscos econômicos e perenidade para o negócio”, afirmou.

Na avaliação de Marçal Paim (Químea Inteligência Ambiental), o futuro das empresas passa pela combinação entre inteligência artificial (IA), uso estratégico de dados, sustentabilidade verificável e soluções inovadoras. Mas, a confiança, relacionamento e suporte ao franqueado serão diferenciais cada vez mais relevantes para as redes.
Já Renato Távora (O’green), reforçou que o ESG deve ser encarado como uma oportunidade de crescimento e não como um custo adicional para as organizações. Ou seja, as empresas que incorporam práticas sustentáveis em sua estratégia tendem a fortalecer sua reputação, gerar eficiência e criar vantagens competitivas duradouras.
Cultura Viva
Além das discussões sobre sustentabilidade, a programação também contou com um painel sobre cultura organizacional na construção de negócios mais consistentes. Gustavo Albanesi (Buddha SPA) e Estevan Sartoreli (Dengo), refletiram sobre como propósito, valores e alinhamento cultural influenciam o crescimento das empresas.

Ao compartilhar a trajetória da Dengo, Sartoreli destacou que a marca nasceu com o compromisso de gerar renda de qualidade para pequenos e médios produtores de cacau no Brasil. E que não existe cacau sustentável sem renda digna para quem produz no campo, “esse é o nosso propósito”.
Já Albanesi refletiu sobre os desafios de manter a cultura viva dentro de um negócio e, no caso das franquias, em mais de uma operação. “Na prática, o negócio cresce e você tem lideranças, operacionais, franqueados e o engajamento pode cair, mas é necessário cooperação”, ou seja, o alinhamento entre as equipes é vital para que os valores da marca permaneçam presentes em toda a rede.
Fotos: Keiny Andrade/ABF