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5 Insights da Missão China para as franquias brasileiras

– ATUALIZADO EM setembro 17, 2026

Entenda aplicação da velocidade dos testes, IA na operação, jornada do cliente, lojas físicas, disciplina econômica.

A Missão China ABF voltou fervilhando de ideias! Compartilhamos com vocês as mais quentes para o franchising. Parte do Programa Franchising Brasil, em parceria com a ApexBrasil, a Missão levou um grupo de empresários e executivos brasileiros, entre 29/8 e 5/6, para uma imersão profunda na cultura e práticas de negócio chinesas com uma agenda intensa de palestras, reuniões exclusivas, visitas técnicas e acesso privilegiado a lideranças e especialistas locais.

O grupo passou pelas cidades estratégicas de Pequim, Hangzhou e Shangai, tendo a oportunidade de ter contato direto com os principais ecossistemas tecnológicos da China (Alibaba, ByteDance, etc.), empresas de ponta de robótica e de IA e gigantes do varejo e serviços B2B como a Huawei.

Os participantes puderam ainda conversar diretamente com altas lideranças da diplomacia brasileira na China e especialistas chineses com uma visão aprofundada da situação atual do País. Toda essa programação foi entremeada por visitas a lojas físicas e diferentes modelos de negócio, além de passeios e experiências que traduzem o espírito chinês (como a Cidade Proibida e a Muralha da China).

“O programa organizado pela ABF vai muito além de uma simples viagem a um País distante. Toda a agenda foi pensada para proporcionar uma imersão profunda no mercado chinês, com especialistas locais reconhecidos, o apoio e informações fundamentais da associação de franquias chinesa, o acesso privilegiado a empresas de ponta, tradução e curadoria em tempo integral, o que proporciona uma visão transformadora do atual momento da China, com especial aplicabilidade para o franchising brasileiro. Algo realmente único no Brasil”, afirma Cristina Franco, presidente do Conselho da ABF.

Na última News, falamos da parceria inédita da ABF com China Chain Store & Franchise Association (CCFA), a força e tendências do mercado de franquias chinês, relembre aqui. Mas temos muito mais a explorar.

O pragmatismo chinês, a velocidade de adaptação e a busca constante pela geração de valor a partir das novas tecnologias (mesmo que não inteiramente prontas) chamou a atenção do grupo, assim como a disposição das empresas chinesas em realizar negócios com o Brasil e acelerar seus planos de internacionalização no geral. Ficou claro também que, por questões culturais e regulatórias, nem tudo se aplica ao Brasil, mas várias soluções e estratégias merecem ser estudadas.

Para Juarez Leão, conselheiro da ABF e curador da Missão, “A vantagem chinesa não está apenas em ter acesso à tecnologia. Está na velocidade com que conseguem transformar tecnologia em aplicação, escala e resultado. O desafio para o Brasil não é copiar a China; é acelerar nossa capacidade de aprender, testar e aplicar”.

A diretora-executiva da ABF, Caroline Graciani, traz outro ponto-chave da viagem: “chamou a atenção a evolução dos ecossistemas digitais chineses que conectam soluções variadas de gestão, pagamento, linguagem, automação, logística, produção de conteúdo, dentre muitos outros. Foi interessante notar também que essas empresas consideram as franquias para operarem essas soluções na ponta, com a coordenação do franqueador, uma grande oportunidade para nosso setor”.

Completando a programação, foram analisados alguns cases de varejistas chinesas, como a Hema, que desenvolveu um modelo de loja híbrida com armazém (60% de suas vendas vem do online); e a Mixue, cuja operação de mais de 55 mil lojas é em grande parte orchestrada por IA. O grupo ainda realizou visitas in loco a marcas como a Miniso, Anta e até um franquia especializada em artigos de “boa-sorte” e divindades típicas chinesas (foto).

“A loja física não está morrendo. Mas a loja que não entrega razão para ser visitada corre risco crescente. Para o franchising brasileiro, o desafio é replicar não só operação, mas experiência, padrão, marca e sustentabilidade financeira”, completa Juarez.

Carol Graciani destaca também a velocidade com que as empresas chinesas transformam inovação em prática. “Eles não ficam esperando o cenário perfeito. Criam um mínimo produto viável, colocam na rua, testam, medem o resultado e aprendem rapidamente. Se funciona, evoluem; se não funciona, ajustam ou partem para outra solução. Acho que esse é um grande aprendizado para o franchising brasileiro: precisamos ganhar velocidade, testar mais e transformar tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial, em valor real para o negócio.”

Os curadores de Missão consolidaram cinco insights principais, confira.

5 aprendizados da Missão China para franquias brasileiras
InsightAplicação
Aumentar a velocidade dos testesMenos projetos longos; mais pilotos com hipótese, prazo e indicador
Levar IA para a operaçãoAtacar problemas reais de receita, custo, produtividade e experiência
Integrar a jornada do clienteConectar dados, sistemas, canais, estoque, pagamento, entrega e pós-venda
Repensar o papel das lojas físicasTransformar loja em ativo de marca, mídia, experiência e relacionamento
Manter disciplina econômicaTecnologia precisa ter problema claro, payback e métrica de sucesso

Fotos: ABF/Divulgação

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