Secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, recebe presidente da ABF, Tom Moreira Leite, e representantes do franchising nacional.
A Associação Brasileira de Franchising (ABF) participou nesta terça-feira (19/11) de reunião com o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, em Brasília, com o objetivo de apresentar os números do franchising e os possíveis efeitos da Reforma Tributária sobre o setor.
Liderados pelo presidente da ABF, Tom Moreira Leite, participaram do encontro Aluizio Neto, assessor parlamentar; Christino Áureo, deputado federal pelo Rio de Janeiro de 2019 a 2023; Marco Araujo, sócio da A2M Consultoria; Sandro Cupello, Chief Financial Officer (CFO) do Grupo Trigo; e Sidnei Amendoeira, diretor Jurídico da ABF.
Durante o encontro, a ABF demonstrou que o setor de franquias é fundamentalmente centrado em processo contínuo de transferência de conhecimento e educação entre empresas franqueadoras e franqueadas, atuando na formação de empreendedores e de profissionais mais qualificados para atuar em suas áreas.
“Temos a certeza de que o secretário teve uma melhor compreensão do tamanho, da força e da relevância ímpar do franchising nacional no que costumo chamar de empreendedorismo assistido, bem como a sua importância para a geração de empregos, notadamente de primeiro emprego. Essa agenda não se encerra aqui, apesar dos desafios evidentes”, afirmou Tom Moreira Leite.
Atualmente, o franchising emprega cerca de 1,7 milhão de pessoas de forma direta – dos quais 17% em primeiro emprego – e mais de 5 milhões de forma indireta. De acordo com a ABF, tal como está hoje, a Reforma Tributária deve elevar a carga tributária no setor em mais de 150%, o que pode ocasionar um efeito dominó negativo nas taxas de desemprego, inflação e poder de compra da população.
“O franqueador, que é o responsável pela transferência de conhecimento, é na maior parte das vezes optante do Lucro Presumido e presta serviços aos franqueados, que, também na maioria das vezes, são operantes do Simples Nacional. Essa questão não foi amplamente exaurida no Parlamento e no Executivo e a ABF se coloca, mais uma vez, à disposição do Poder Público para contribuir com informações, dados e estudos, de forma que possamos encontrar uma maneira de termos um sistema simplificado sem penalizar as cadeias produtivas do Brasil”, concluiu Tom.

O setor de franquias no Brasil ocupa a quarta posição no mundo em número de redes e movimenta mais de R$ 250 bilhões ao ano, o que equivale a cerca de 2,3% do PIB nacional. Com um crescimento consistente nos últimos anos, o sucesso do segmento se deve à força de sua estrutura em rede e ao foco na capacitação de seus profissionais e franqueados. Atualmente, são quase 200 mil unidades em operação, distribuídas em mais de 60% dos municípios brasileiros, consolidando sua presença em diversas regiões do País.
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