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Desafio da mão de obra centraliza debates na Comissão de Food

Comissão de Food Service
– ATUALIZADO EM novembro 28, 2025

Último Encontro da Comissão de Food Service da ABF no ano reuniu especialistas do segmento para tratar das dificuldades e oportunidades na contratação de pessoas, especialmente da Geração Z

“É essencial e precisa bastante ter oportunidades na periferia. (…) Geralmente as pessoas falam que os jovens não têm interesse em fazer nada, (…) não ligam muito para a questão de trabalho. Só que se vocês não derem oportunidade de ouvir os jovens, vocês não vão saber o que eles precisam”. A frase é da jovem Maria Eduarda Flores, 17 anos, do programa Juventudes Potentes, dita durante o Encontro da Comissão de Food Service da ABF que debateu “O desafio da mão de obra”.

Aberto por Bruno Gorodicht (Espetto Carioca), coordenador da Comissão, e conduzido por Simone Galante  (Galunion), membro do colegiado, o último evento da Comissão em 2025 foi realizado nessa quinta-feira (13/11), no restaurante Espetto Carioca do bairro dos Jardins, em São Paulo, reunindo dezenas de especialistas e profissionais do mercado.

Thiago de Mello (Estaff/FabLab Hub) enfocou “Os Desafios no Recrutamento e Engajamento Geracional”. O especialista observou o cenário pré e pós-pandemia. Segundo ele, os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 64) e a Geração X (de 1965 a 1980) dominavam o mercado de trabalho antes da Covid-19, quando havia “pouca tecnologia e zero dados”, disse. Com a pandemia, esse quadro mudou. De acordo com Mello, “todo mundo ficou com aquela sensação de que olhar para o futuro não é somente o principal porque amanhã tudo pode acabar”.

Há também o fato de que muitos trabalhadores estão priorizando maior flexibilidade de horário. “A renda imediata superou a estabilidade formal”, disse Mello, como por exemplo, o trabalho nas plataformas digitais.

Segundo o executivo, houve um choque geracional no mercado de trabalho. Enquanto gestores de gerações anteriores olhavam para a constância, os jovens priorizam autonomia. Como resultado, isso gera alto turnover e baixo engajamento nas empresas. Ele observou que os Millennials ou Geração Y (nascidos entre 1981 e 96) enfocam propósito, reconhecimento e liberdade. Já a Geração Z (de 1997 a 2012) almeja velocidade, autonomia e liberdade. “Profissionais buscaram autonomia, pertencimento e segurança, enquanto empresários enfrentaram escassez, rotatividade e imprevisibilidade operacional. A pandemia não só parou o setor, ela redesenhou o que as pessoas esperam do trabalho “ concluiu.

No painel “A Colaboração Essencial: o Franqueador e o Franquedo na Construção de Excelência na Gestão de Pessoas e Retenção de Talentos”, Isabelle Cavalheri (Grupo Incense/O Boticário) coordenadora, e Bruna Mayumi Oyama (Grupo Oyama/Italien), membro da Comissão Next Generation da ABF, analisaram como a hiperconectividade e a ansiedade impactam a Geração Z nas empresas, além da cultura online e offline. “No final, cultura é o que se vive e comportamentos que se reforçam”, afirmou Simone.

Para as painelistas, manuais e treinamento dos líderes são ações relevantes para que a empresa retenha seus colabores e talentos.  “Hoje a hiperconectividade e a sensação de ansiedade impactam o nosso dia a dia empresarial e o bem-estar da nossa equipe”, afirmou Isabelle.  “Muito da liderança dessa Geração Z inspiradora vem muito de nós, como líderes, e a forma como a gente fala também no dia a dia, de trazer um pouco mais o esforço positivo e ser mais claro, não levar as coisas para o lado pessoal e, sim, conseguir analisar e, entre aspas, ‘criticar’ o que está sendo feito e não as pessoas”, completou Bruna.

Foto: ABF/Divulgação

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