Evento da ABF Rio reuniu especialistas para discutir decisões estratégicas, avaliação de unidades, internacionalização e impactos da reforma tributária nas redes de franquias.
A expansão sustentável e o repasse de unidades estiveram no centro das discussões do evento “Expansão e Repasse: Estratégias para Crescer no Franchising”, realizado nesta quinta-feira (15/10), na sede da ABF Rio. O encontro contou com a participação de Camila Lisboa, sócia e fundadora da HFN Gestão e Consultoria, e Luiz Henrique Costa, diretor de Franquias do Grupo Alento, responsável pelas marcas Billy The Grill, Vizinhando e Braza Portugal.
Entre os destaques da programação, o repasse de unidades foi apresentado como uma estratégia de continuidade e geração de valor, e não como sinônimo de fracasso. Segundo os dados apresentados, as operações de repasse representaram 4% do total em 2025, ante 3,4% no ano anterior. Camila Lisboa destacou aspectos importantes para quem vende ou compra uma unidade “É preciso liquidez, preservação da reputação da marca, continuidade da equipe e manutenção do relacionamento com os clientes”, explicou.
A avaliação financeira também ganhou espaço, com exemplos de como calcular a rentabilidade e o prazo de retorno de um investimento. Um dos cenários apresentados considerou uma unidade com faturamento mensal de R$ 150 mil e resultado operacional de 12%, equivalente a R$ 18 mil por mês. Para um preço de venda de R$ 450 mil, o prazo estimado de retorno seria de 25 meses, parâmetro que deve ser analisado em conjunto com os riscos e as perspectivas do negócio.
A expansão para novos mercados também esteve no debate. Luiz Henrique Costa abordou diferentes caminhos para o crescimento das redes, desde a abertura de unidades próprias e o desenvolvimento de franqueados da própria base até modelos de expansão internacional. “Os critérios a serem avaliados antes da tomada de decisão são: estrutura operacional, adaptação cultural, legislação, tributação, moeda e riscos locais”, explicou Costa.
Outro tema relevante foi a reforma tributária e seus possíveis impactos nos contratos de franquia. A transição para o novo sistema, com a implementação da CBS e do IBS, exige atenção de franqueadores e franqueados, especialmente na revisão de custos, royalties, taxas de franquia e condições contratuais. Segundo os palestrantes, a análise antecipada desses fatores contribui para decisões mais consistentes e para a sustentabilidade financeira das operações.
Foto: ABF Rio/ Divulgação